Ilustração em estilo arte urbana com fundo de parede de tijolos e respingos de tinta nas cores vermelho, amarelo e azul. Ao centro, um punho amarelo erguido traz o símbolo anarquista gravado. À esquerda, vê-se a tela quebrada de um smartphone; à direita, uma pessoa encapuzada com o rosto coberto por lenço vermelho. No centro, sobre uma faixa semitransparente, está escrito em letras brancas garrafais: O ANARQUISMO CONTEMPORÂNEO.

O anarquismo contemporâneo

O anarquismo contemporâneo Os desafios do anarquismo no século XXI envolvem a adaptação da ideologia a um mundo dominado pelo capitalismo digital, pela vigilância estatal e por novas formas de organização social e de ativismo. O Estado moderno desenvolveu mecanismos de controle e vigilância cada vez mais sofisticados, utilizando a tecnologia para monitorar a população e reprimir movimentos sociais. A ideologia anarquista tradicional, enfrenta o desafio de adaptar suas estratégias às novas formas de organização do Estado e do capitalismo.

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A imagem é dividida em duas partes. À esquerda, há uma ilustração em preto e branco com detalhes em vermelho e pele. No topo, um livro aberto vermelho serve de base para raízes negras que se espalham para baixo em forma de árvore invertida. Abaixo, uma figura humana de perfil sobe uma escada de blocos de pedra. Essa pessoa usa uma das mãos para destruir e quebrar os degraus, enquanto levanta a outra mão em direção ao livro e às raízes. Os blocos de pedra quebrados possuem os seguintes dizeres, de cima para baixo: "HIERARQUIAS RACIAIS", "HIERARQUIAS CULTURAIS" e "HIERARQUIAS EPISTEMOLÓGICAS". À direita, sobre um fundo preto sólido, há um texto em letras brancas que diz: "Descolonizar a escola: caminhos para uma educação anarquista antirracista".

Descolonizar a escola: caminhos para uma educação anarquista antirracista

Descolonizar a escola: caminhos para uma educação anarquista antirracista Pensar uma pedagogia anarquista antirracista significa reconhecer que a educação não pode ser libertária enquanto reproduzir hierarquias raciais, culturais e epistemológicas. A crítica anarquista à autoridade precisa alcançar tanto a organização da escola quanto a estrutura histórica que definiu quais grupos podem falar, ensinar e produzir conhecimento. Nesse sentido, uma pedagogia anarquista antirracista não se limita a questionar a autoridade do professor ou do Estado: ela enfrenta também o colonialismo e

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Bandeiras da Argentina e do Uruguai cruzadas contra um céu nublado, com texto em letras grandes e brancas sobreposto. O texto pergunta: "POR QUE ARGENTINA E URUGUAI TIVERAM MOVIMENTOS ANARQUISTAS TÃO FORTES?".

Por que Argentina e Uruguai tiveram movimentos anarquistas tão fortes?

Por que Argentina e Uruguai tiveram movimentos anarquistas tão fortes? Quando se fala da história do anarquismo, costuma-se contar uma trajetória que começana Europa. Fala-se de Bakunin, Kropotkin, Malatesta e da Primeira Internacional.Depois, quase como um detalhe, afirma-se que essas ideias chegaram à América Latinapor meio da imigração. Ángel Cappelletti, pesquisador do anarquismo e filósofoargentino, considera essa narrativa insuficiente. Segundo ele, dizer que o anarquismo foi “importado” da Europa é apenas reconhecerum fato evidente. As ideias realmente atravessaram o Atlântico.

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"Imagem com fundo vermelho e texto branco que pergunta: 'Por que precisamos pensar uma educação anarquista?'. Do lado direito do texto, há um ícone de rosto pensativo com a mão no queixo."

Por que precisamos pensar uma educação anarquista?

Por que precisamos pensar uma educação anarquista? Pensar a educação anarquista não significa buscar uma fórmula pedagógica pronta nem defender uma escola sem organização. Significa questionar uma instituição historicamente estruturada pela autoridade, pela padronização e pela formação de indivíduos adaptados à ordem social existente. A pedagogia libertária parte de uma pergunta decisiva: a escola deve preparar pessoas para obedecer ao mundo como ele é ou criar condições para que compreendam esse mundo e possam transformá-lo? Como denuncia Francisco Ferrer (1859

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Ilustração no estilo de pôster de propaganda mostra uma pessoa com traços indígenas e tranças longas, vestindo uma jaqueta laranja-avermelhada e uma bandana azul escura cobrindo o rosto, na qual se lê o símbolo 'A' (de anarquismo) com detalhes indígenas. A figura segura um mastro com uma bandeira dividida diagonalmente em vermelho (em cima) e preto (embaixo). Atrás de sua cabeça, há um disco solar laranja-amarelado que parece um halo. Ao fundo, vê-se a silhueta de uma paisagem urbana com prédios de estilo arquitetônico latino-americano e palmeiras sob um céu pálido.

O anarquismo também tem sotaque latino-americano

O anarquismo também tem sotaque latino-americano Quando pensamos em anarquismo, é comum que venham à mente nomes como Mikhail Bakunin, Piotr Kropotkin, Errico Malatesta ou Emma Goldman. Afinal, foi na Europa do século XIX que o anarquismo se consolidou como uma corrente política organizada. Mas a história não termina aí. As ideias viajam. E, quando encontram novas realidades, também se transformam. Foi exatamente isso que aconteceu quando o anarquismo chegou à América Latina. Ideias que atravessaram o oceano No final

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O Anarquismo hoje em dia

O anarquismo frequentemente evoca imagens históricas do século XIX e início do século XX — grandes greves operárias, a Revolução Espanhola de 1936 e figuras clássicas como Bakunin e Goldman. No entanto, no século XXI, o anarquismo não desapareceu; ele se metamorfoseou. Hoje, a filosofia política e a prática anarquista deixaram de focar quase exclusivamente no “sindicalismo revolucionário” tradicional e passaram a influenciar e moldar profundamente os movimentos sociais contemporâneos através de novos métodos de organização. 1. O Princípio da

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